Inteligência educacional: você sabe o que é gamificação?

Inteligência_educacional_você_sabe_o_que_é_gamificação.jpg.jpeg

Hoje em dia, qualquer professor que atue em escolas sente a necessidade urgente de deixar as aulas mais atraentes para os alunos. Já não se pode mais esperar que os estudantes, principalmente as crianças, fiquem quietos e compenetrados durante tanto tempo, com aulas apenas teóricas. O que nos leva ao seguinte problema: como deixar as aulas mais práticas e interativas?

A resposta é simples: por meio da gamificação. Apesar de ser um conceito recente, a gamificação é uma prática que, no fundo, todos já conhecem e que é quase diária em nossas vidas. Basta entendê-la e transportá-la para a sala de aula, contribuindo com a inteligência educacional.

Mas para que não restem dúvidas, vamos explicar como ela pode ser aplicada com eficiência na educação. Vem com a gente!

Gamificação: o conceito

Ela surgiu da palavra game, isto é, jogo (em inglês), e sua intenção é o que o próprio nome já diz: utilizar os pilares da dinâmica dos jogos para engajar mais as pessoas e deixar atividades mais divertidas e interessantes.

Você já brincou de procurar carros coloridos na estrada com a sua família para passar o tempo mais rápido durante uma viagem? Então você sabe do que estamos falando.

Os preceitos dos games

Algumas mecânicas de jogos são fundamentais no processo de gamificação, como um sistema de conquistas, em que o aluno completa uma série de tarefas, destravando suas conquistas ou emblemas. Essa é uma maneira dele se gabar e ser recompensado por suas realizações. O mesmo vale para sistema de pontuação, em que o aluno recebe pontos a cada pequena ação. Para deixar ainda mais desafiador, deve ser criado um ranking entre os alunos, oferecendo algum tipo de premiação, física ou simbólica, para os vencedores.

Não necessariamente será criado ou usado um jogo já existente. A proposta da gamificação é a utilização dos preceitos dos jogos para outras atividades. Com isso, é possível não apenas deixar as tarefas mais agradáveis, como também estimular a cooperação e a competitividade saudável, impulsionando os participantes.

Aplicando a gamificação no ensino

Ainda que a gamificação não pregue o uso de jogos propriamente ditos, quando levada para o campo educacional é interessante que isso seja empregado sempre que possível. A ideia é usar games para que os alunos tenham a sensação de experiência real daquilo que é preciso aprender.

Considerando o crescimento da gamificação nas escolas de vários países, plataformas estão sendo criadas para facilitar a vida dos professores e das escolas que escolherem adotar essa prática — como a empresa Labster, que está focando no desenvolvimento de um programa para educação científica.

Em outros casos, dá para usar jogos já existentes, como é o caso do Minecraft, famoso entre as crianças e adolescentes, que foi incluído na grade curricular na Irlanda. O próprio jogo criou a plataforma MinecraftEdu, que já pode ser usada pelos professores no Brasil.

Mesmo antigamente, com cartas, dados e tabuleiros, os jogos já entretinham as pessoas, e, ainda hoje, há muita gente que jogue dessa maneira. Contudo, o mundo digital chama mais a atenção e lidera na preferência das pessoas de um modo geral — crianças e adultos. Por isso, levar a gamificação para o universo escolar é tão interessante: além de ser uma maneira de inserir a tecnologia na rotina do aluno, este aprenderá o necessário de uma maneira mais prazerosa e divertida. E isso vai tornar as aulas mais eficazes.

Como você pôde notar, essa é uma maneira viável de deixar a sala de aula mais dinâmica, de modo que o contexto do aluno é levado em consideração, havendo interação entre lazer a aprendizagem.

Ainda que alguns pareçam ser apenas para entreter e passar o tempo, os jogos normalmente têm seu ponto educativo, colocando o jogador para aprimorar habilidades diversas. O que os professores devem fazer é adaptar a narrativa e missões dos jogos de acordo com o conteúdo a ser ensinado. Lembre-se: o objetivo é deixar atividades que seriam feitas de qualquer maneira mais lúdicas e divertidas, e não apenas substituí-las por jogos.

Gostou do post? Conte o que você achou dessa inovação para o ensino! E, se tiver experiência no assunto, compartilhe com a gente nos comentários!

CaDi