Quais são as habilidades que um professor precisa ter para ensinar no mundo digital?

O que é preciso para ensinar em um mundo cada vez mais conectado? O desafio dos profissionais da educação é desenvolver competências que nem sempre têm relação com o uso do computador. O blog Desafios da Educação traz uma lista de cinco habilidades essenciais que professores precisam ter para ensinar em parceria com a tecnologia.

1. Facilitar a interação
O professor precisa tornar-se um facilitador em vez de impor o seu ponto de vista. É importante fazer os alunos se sentirem parte da produção de conhecimento participando dos debates e dando ideias para compor a disciplina. Essa postura estimula um ambiente dinâmico, onde o conhecimento é compartilhado em rede. O jogo da Paz Mundial, de John Hunter, é um ótimo exemplo de como o professor pode ser um facilitador em sala de aula. Sua experiência com alunos do Ensino Infantil é uma inspiração também para líderes e gestores do Ensino Superior.

15 passos para adotar tecnologias em sala de aula

Para um professor que só foi se relacionar com a internet apenas depois de adulto, as tecnologias digitais, tão familiares para crianças e adolescentes, podem até parecer um universo hostil. Mas, de acordo com Luciana Allan, diretora do Instituto Crescer para a Cidadania e especialista em tecnologias aplicadas à educação, não há o que temer. Para ajudar a estreitar esses laços entre professor e tecnologia, ela e sua equipe acabam de lançar o livro digital Crescer em Rede –Um guia para promover a formação continuada de professores para adoção de tecnologias digitais no contexto educacional, que está disponível para download gratuito.

“Com a adoção das tecnologias digitais dentro e fora das salas de aula, o processo de ensino e aprendizagem vem se tornando, rapidamente, um grande desafio para uma geração de professores que estudou e aprendeu a ensinar em uma era pré-digital”, afirma a especialista. Segundo ela, a intenção do guia é ajudar o professor nesse momento de transformação e compartilhar insumos para que ele seja capaz de promover a chamada educação 3.0.

Como a tecnologia pode contribuir para o ensino adaptativo?

Cada vez mais, no mundo de educação, ouvimos falar de softwares ou algoritmos de aprendizagem adaptativa, ferramentas para personalizar as necessidades de aprendizado nas salas de aula. Estas soluções prometem revolucionar o ensino e engajar os alunos do século XXI. Nós, no QMágico, temos como produto um software aprendizagem adaptativa, assim como algumas empresas internacionais que estão virando suas atenções para o nosso país. Vou tentar explicar um pouco o que é isso – e como os softwares adaptativos se diferem entre si.

O que são softwares de aprendizagem adaptativa e como eles ajudam os professores?
Vamos começar por um conceito mais abrangente: educação personalizada! Nada mais é do que entregar uma educação diferente para cada aluno. Cada aluno recebe os materiais que necessita, na sequência que necessita, para atingir o objetivo de aprendizado que necessita para sua vida. Nada novo até então, afinal tutores particulares fazem isso há décadas. Nos Estados Unidos, esses tutores são bem populares, pois a prática de homeschooling (aluno aprendendo em casa com um tutor particular)  é regulada pelo governo.

Dia dos professores!

São cinco e cinquenta. Toca o despertador do celular. Com um movimento quase totalmente involuntário, ele pressiona o “soneca” e ganha mais cinco minutos imóveis.
Que voam.
Cinco e cinquenta e cinco, outra vez.
Se é sono, cansaço, preguiça, não importa. Repete a ação.
Seis horas: hora de levantar.

Por um instante ele se pergunta se tem mesmo que ir. Mas não mais que por um pequeníssimo instante. Ele tem que ir, obviamente. Ele não pode faltar. Ele sabe que vai, mas reflete entre devaneios.

Se faltasse, iria dizer o quê? Que está doente? Que acordou com dor de barriga? Vai dizer que bateu o carro? Não vai dizer nada disso. Ele não vai mentir. Arrisco dizer que doente, com dor de barriga ou após bater o carro, ele iria. E mesmo que houvesse um motivo realmente relevante, ele sabe que não daria para recuperar uma manhã tão quebrada.
Quebrada.

São duas no primeiro, duas no segundo, uma janela e a última de novo no primeiro. São 10 turmas ao todo na semana naquela escola. Faltar essa manhã quebrada vai atrapalhar o fechamento para a prova mensal. Ainda bem que ele já entregou as questões à coordenação.

Fez ontem à noite, ao chegar, ele se lembra. Inclusive, ele ficou muito orgulhoso por ter elaborado uma questão fantástica sobre…

Ambientes colaborativos e Big Data. Como essas duas coisas podem mudar a educação?

As novas tecnologias da informação vieram para ficar. Ambientes virtuais colaborativos e Big Data são termos novos para muitos profissionais da educação. Por enquanto. Trabalhar com muitos dados sem a ajuda da computação pode ser complicado porque deixamos escapar informações importantes. Uma habilidade específica de um aluno, por exemplo, poderia ser rapidamente identificada usando-se essas duas tecnologias.

Mas como isso funciona? O Big Data é o conjunto de dados que se pode coletar para posterior análise, apenas possível usando a computação. O comportamento de alunos na resolução de exercícios ou durante a exposição de uma aula pode ser registrado e, por meio de algoritmos, analisado. E qual a relação desses dados com o ambiente colaborativo? Cada vez mais as pessoas compartilham suas vidas em ambientes virtuais, como as redes sociais. Para a educação, esses novos ambientes digitais não apenas facilitam a comunicação do conteúdo (e também a correção de provas e de exercícios), como permitem que as instituições coletem dados valiosos sobre seus alunos.

A tendência em participarmos dessas redes virtuais que coletam dados sobre seus usuários e a capacidade de analisarmos grandes quantidades de informação irão mudar o modo como direcionamos nossos esforços para a educação e inovar, para o aluno e para o professor, a experiência na sala de aula e na geração de conhecimento.

Lucas Toledo
Equipe QMágico