Como a tecnologia pode contribuir para o ensino adaptativo?

Cada vez mais, no mundo de educação, ouvimos falar de softwares ou algoritmos de aprendizagem adaptativa, ferramentas para personalizar as necessidades de aprendizado nas salas de aula. Estas soluções prometem revolucionar o ensino e engajar os alunos do século XXI. Nós, no QMágico, temos como produto um software aprendizagem adaptativa, assim como algumas empresas internacionais que estão virando suas atenções para o nosso país. Vou tentar explicar um pouco o que é isso – e como os softwares adaptativos se diferem entre si.

O que são softwares de aprendizagem adaptativa e como eles ajudam os professores?
Vamos começar por um conceito mais abrangente: educação personalizada! Nada mais é do que entregar uma educação diferente para cada aluno. Cada aluno recebe os materiais que necessita, na sequência que necessita, para atingir o objetivo de aprendizado que necessita para sua vida. Nada novo até então, afinal tutores particulares fazem isso há décadas. Nos Estados Unidos, esses tutores são bem populares, pois a prática de homeschooling (aluno aprendendo em casa com um tutor particular)  é regulada pelo governo.

Dia dos professores!

São cinco e cinquenta. Toca o despertador do celular. Com um movimento quase totalmente involuntário, ele pressiona o “soneca” e ganha mais cinco minutos imóveis.
Que voam.
Cinco e cinquenta e cinco, outra vez.
Se é sono, cansaço, preguiça, não importa. Repete a ação.
Seis horas: hora de levantar.

Por um instante ele se pergunta se tem mesmo que ir. Mas não mais que por um pequeníssimo instante. Ele tem que ir, obviamente. Ele não pode faltar. Ele sabe que vai, mas reflete entre devaneios.

Se faltasse, iria dizer o quê? Que está doente? Que acordou com dor de barriga? Vai dizer que bateu o carro? Não vai dizer nada disso. Ele não vai mentir. Arrisco dizer que doente, com dor de barriga ou após bater o carro, ele iria. E mesmo que houvesse um motivo realmente relevante, ele sabe que não daria para recuperar uma manhã tão quebrada.
Quebrada.

São duas no primeiro, duas no segundo, uma janela e a última de novo no primeiro. São 10 turmas ao todo na semana naquela escola. Faltar essa manhã quebrada vai atrapalhar o fechamento para a prova mensal. Ainda bem que ele já entregou as questões à coordenação.

Fez ontem à noite, ao chegar, ele se lembra. Inclusive, ele ficou muito orgulhoso por ter elaborado uma questão fantástica sobre…

Ambientes colaborativos e Big Data. Como essas duas coisas podem mudar a educação?

As novas tecnologias da informação vieram para ficar. Ambientes virtuais colaborativos e Big Data são termos novos para muitos profissionais da educação. Por enquanto. Trabalhar com muitos dados sem a ajuda da computação pode ser complicado porque deixamos escapar informações importantes. Uma habilidade específica de um aluno, por exemplo, poderia ser rapidamente identificada usando-se essas duas tecnologias.

Mas como isso funciona? O Big Data é o conjunto de dados que se pode coletar para posterior análise, apenas possível usando a computação. O comportamento de alunos na resolução de exercícios ou durante a exposição de uma aula pode ser registrado e, por meio de algoritmos, analisado. E qual a relação desses dados com o ambiente colaborativo? Cada vez mais as pessoas compartilham suas vidas em ambientes virtuais, como as redes sociais. Para a educação, esses novos ambientes digitais não apenas facilitam a comunicação do conteúdo (e também a correção de provas e de exercícios), como permitem que as instituições coletem dados valiosos sobre seus alunos.

A tendência em participarmos dessas redes virtuais que coletam dados sobre seus usuários e a capacidade de analisarmos grandes quantidades de informação irão mudar o modo como direcionamos nossos esforços para a educação e inovar, para o aluno e para o professor, a experiência na sala de aula e na geração de conhecimento.

Lucas Toledo
Equipe QMágico

7 dicas para inovar na sala de aula

O padrão de ensino tradicional já não funciona bem. Vivemos em um período de transição, em que muitos professores sentem dificuldade em atender às necessidades da nova geração de alunos e inovar em sala de aula. De forma mais clara, estamos mudando de um modelo centralizador para um modelo colaborativo de ensino.

Os erros passam a ser um caminho para o acerto, e não o determinante entre o sucesso e o fracasso. A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização. Valorizaremos habilidades novas nos estudantes, como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança, a ética, entre outras, que são mundialmente conhecidas como competências do século 21.

O QMágico sabe muito bem de tudo isso. Lutamos para facilitar o trabalho do professor nessa transição. O computador, com um bom sistema educacional, é uma ótima ferramenta para transformar a sala de aula em um verdadeiro território da aprendizagem.

Porém, existem outros meios de inovar e que podem ser feitos sem o uso do computador. Usando a gamificação, podemos implementar essas grandes mudanças na educação que tanto queremos ao mesmo tempo que motivamos os alunos.

Gamificação é um termo que começou a ganhar popularidade em 2010, mas que já era utilizado de diversas formas há muitos anos. Trata-se da utilização de elementos e técnicas de jogos em contextos que não são jogos, com o propósito de aumentar a motivação das pessoas envolvidas e resolver os problemas dessa realidade. Não confunda jogos educacionais com gamificação. Introdução feita, vamos ao que interessa.

Resgatando a indispensável vontade de aprender

Uma geração conectada, interativa e que pede agilidade, exige do professor, além de profundo conhecimento dos conteúdos programáticos, um novo jeito de apresentá-los. Não quero que em nenhum momento nos afastemos da nossa missão como educadores, que, acima de qualquer coisa, é saber lidar com o humano. Mas hoje é o professor que tem de se questionar sobre os seus valores enquanto profissional e sobre como a educação pode criar oportunidades para suprir as lacunas de personalização do ensino.

Enxerguemo-nos como catalizadores de mudanças! Em qualquer momento da vida, a educação sempre estará relacionada aos nossos quereres mais viscerais que, por vezes, encontram-se distantes do que realmente acreditamos: nossos valores – o que nos faz pensar sobre o porquê de esse tema ser tão apaixonante e desafiador.

A escola, enquanto construção social, deve enxergar que uma nova era e que uma nova maneira de ensinar está em evidência. Os alunos sempre trazem à tona temas recentes, curiosidades e improvisação, o que por ora já é o bastante para desbancar as práticas atuais, tornando-as obsoletas.

Não há como resistir às mudanças e ao impacto das transformações do mundo moderno. Devemos trabalhar exponencialmente, fomentando uma participação mais ativa dos membros da escola e envolvendo-os em uma conversão cotidiana num espaço sem limites.

É com este conceito que vamos trabalhar adiante!

Deborah Calácia
Equipe QMágico