Relação professor e aluno: como compartilhar conhecimento de verdade

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A ascensão dos cursinhos pré-vestibulares e as técnicas de ensino descontraídas provaram que a quebra da antiga relação vertical entre mestre e estudante é muito mais eficaz no sentido de trazer a atenção do aluno para a sala de aula, fazendo com que ele se interesse pelo conteúdo estudado.

Quais são as vantagens de deixar um pouco de lado a tradicionalidade de aulas expositivas e manter uma relação horizontal com os alunos, propondo um modelo de ensino mais dinâmico e maior engajamento em sala de aula? Continue a leitura e confira!

Troca de conhecimentos

“A educação é uma via de mão dupla”, disse o pedagogo Paulo Freire. Isso significa que o professor, além de ensinar, também aprende com os estudantes. No entanto, o papel do aluno é subestimado no sistema de ensino comum, em que a própria estrutura física das salas de aula os coloca como ouvintes passivos do professor, detentor do conhecimento verdadeiro e que fica de pé diante de todos em uma clara relação hierárquica.

O próprio termo “aluno” significa “sem luz”, ou seja, uma pessoa que ainda não possui conhecimento e precisa ter sua mente iluminada pelo professor. É uma realidade que vem mudando aos poucos, os educadores de hoje podem estar cientes da troca que existe na relação professor e aluno, mas a estrutura das instituições de ensino continua se pautando pelo modelo arcaico.

Realização de debates

Uma maneira muito eficaz de proporcionar aos estudantes o espaço necessário para que expressem suas impressões e opiniões é promover debates em sala de aula, envolvendo-os no tema debatido e fornecendo materiais de pesquisa que possam incentivá-los a pensar o assunto em questão.

Esse tipo de troca, não apenas com o professor, mas também com os colegas, são de grande importância para a autoconfiança e desenvolvimento da capacidade de formular e expressar seus pensamentos.

Além do que, é nesse tipo de atividade dinâmica que o professor obtém o retorno do seu trabalho de forma mais direta, por meio da criação da possibilidade de os alunos verem-se como parte da discussão, e não apenas como um ser passivo que nada tem a contribuir e deve absorver o conhecimento ofertado.
 

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Pontos de vista divergentes

Algumas décadas atrás, os estudantes eram tratados como seres inferiores, à mercê dos desmandos dos educadores e pais. Contudo, essa realidade, afortunadamente, vem mudando nos últimos anos e tornando-se totalmente incompatível com a geração que nasceu com amplo acesso à tecnologia digital e direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Hoje em dia, a sala de aula já não é a única fonte de informações e conhecimentos a que os estudantes têm acesso, de modo que chegam às aulas com novas informações e, muitas vezes, divergentes da opinião do educador. Antigamente, esse tipo de comportamento certamente traria problemas para o estudante, pois ele seria visto como um desacato ao professor.

Se estamos educando nossos estudantes no sentido de viver e conviver de forma saudável e construtiva em uma sociedade democrática, precisamos incentivá-los a formar uma opinião, em vez de puni-los por isso. Cidadãos críticos e determinados não serão formados por meio de uma educação autoritária e que desrespeita seus valores.

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