Qual a melhor forma de avaliar alunos dentro da sala de aula?

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As formas de avaliar alunos no Brasil são sempre um assunto polêmico. Priorizar o modelo tradicional de avaliação — somativo ou classificatório —, cria um ambiente competitivo, e o resultado são alunos desmotivados, que estudam em busca de boas notas, quando o ensino poderia estar desenvolvendo muito mais do que isso.

No post de hoje, falaremos um pouco mais sobre métodos de avaliação de alunos, dando exemplos de alternativas que fogem do modelo tradicional. Acompanhe!

Como avaliar alunos podem refletir na construção da sociedade

Ao longo dos anos, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) avançou e mudou a concepção de avaliação, determinando que a avaliação qualitativa prevalece sobre os aspectivos quantitativos. Além disso, segundo a Lei, a avaliação do desempenho do alunos deve ser contínua e cumulativa — não são só com provas finais que servem como base da avaliação.

É preciso compreender que, muito mais do que reger o dia a dia da escola, esta concepção, se bem praticada, contribui para a construção de uma sociedade em que a cooperação impera sobre a competição. O ambiente escolar deve ser terreno fértil para a formação da autonomia moral dos alunos.

Se antes o foco estava em ensinar, hoje ela deve estar no aprender e em como garantir que todos tenham acesso a esse direito básico.

Valorize atividades fora da sala de aula

Considerar atividades desenvolvidas foras da sala de aula, além de motivador, pode ser a oportunidade de fazer com que os alunos façam a ponte entre o que foi aprendido com a realidade.

Atividades de voluntariado podem servir como nota para estudos sociais, história ou a matéria que melhor corresponder à atividade exercida, assim como um diário de viagem. Um torneio esportivo também pode valer pontuação em educação física, por exemplo.

Avaliação formativa

Essa terminologia foi usada pela primeira vez por Michael Scrivem, em 1967, no livro Metodologia da Avaliação. A avaliação formativa é pautada na observação sistemática, com o fim de melhorar o processo de aprendizagem de forma constante.

Autoavaliação

Um dos princípios desta atividade metodológica é a autoavaliação, que pode ser feita de forma escrita, individualmente e oral, com os alunos reunidos em grupo. Periodicamente, estimule os alunos a reverem os assuntos estudados para refletir se realmente aprenderam e se a matéria está consolidada.

Ao avaliar se os objetivos foram alcançados ou não, o aluno vê sentido no que está aprendendo, além de refletir sobre suas próprias dificuldades. Este é o ponto principal: em vez de apontar problemas, é preciso identificar necessidades, para, assim, superá-las. Já vivenciou como é gratificante quando nossos alunos conseguem realizar atividades que antes não eram capazes?

É importante deixar claro para os estudantes que não haverá nenhuma punição por uma avaliação ruim, para que possam ser sinceros. Com esta atividade, documente as conclusões para traçar novas estratégias ou aprimorar as que já são utilizadas.

 

 

A importância da diversidade de instrumentos

Outro ponto-chave da avaliação formativa é a diversidade de instrumentos em busca do aprimoramento das estratégias utilizadas — seminários, participação em debates, lista de exercícios, estudos dirigidos, gamificação e atividades culturais, como recitais e concursos de danças.

Registros oficiais dos resultados das atividades realizadas ao longo dos meses permitirão que você descubra a melhor maneira de incentivar o desenvolvimento da turma. Assim, será possível documentar a evolução e ajudar outros professores, que poderão usar esse documento como fonte de informações.

Mas é preciso estar atento para a melhor forma de avaliar cada conteúdo, assim como para os diferentes tipos de competência. Você estará prejudicando a avaliação de um aluno que tenha dificuldade de se expressar oralmente se a apresentação de seminários for a principal avaliação, por exemplo.

Inovar na forma de avaliar alunos pode trazer resultados compensadores não só no desempenho dos seus alunos nos estudos, mas também na formação moral de cada um deles.

Quais outras formas de avaliação conhece e já testou? Compartilhe sua experiência nos comentários!