O que é educação baseada em evidências?

 

O que sabemos a respeito do que realmente funciona em educação, para além da percepção dos educadores e mitos que circulam dentro das instituições de ensino? Para elucidar essa questão, hoje, a Tuneduc vai te ajudar a compreender como a educação baseada em evidências pode nos levar para longe das crenças comuns que rondam escolas e políticas públicas.

 

Educação baseada em evidência

A educação baseada em evidências apresenta conclusões científicas para tomada de decisão em temas centrais da educação, por meio de estudos sólidos e instrumentos estatísticos. Ou seja, usa-se pesquisas, análises de causa-efeito, tratamento de dados e principalmente dados de avaliações (internas ou externas) para justificar mudanças e melhorias no âmbito escolar.

É importante lembrarmos que a internet abriu espaço para uma infinidade de novos dados e seu uso qualificado para ofertas mais adequadas – dos produtos que são oferecidos a você por meio de publicidade aos filmes que o Netflix te sugere. O campo dos negócios e da propaganda já é data driven, ou seja, guiado por dados. Nos próximos parágrafos, vamos explicar por que sua escola também deveria ser.

Nos últimos anos, diversos pesquisadores desenvolveram estudos e ferramentas que servem de subsídio para embasar decisões em nível macro, com a elaboração de políticas públicas, ou em micro, auxiliando as práticas pedagógicas de sala de aula.    

Todas essas camadas de evidências e estudos permite que  professores, gestores e responsáveis pelas políticas em educação tomem decisões bem fundamentadas e com maior chance de produzir impacto positivo na aprendizagem dos alunos, na escola e no bom uso de recursos para a educação.

Na prática

Quantas vezes você já ouviu falar que turmas menores aumentam o desempenho dos alunos? Mas será que essa afirmação se sustenta se analisarmos dados de desempenho comparando turmas, séries, períodos e demais fatores envolvidos no ambiente escolar? E se você diminuir todas as turmas da sua escola e perceber que, diferente do óbvio, seus alunos tiveram desempenho pior?

Outro bom exemplo, agora aplicado à gestão estratégica, são as instituições que usam dados e evidências para potencializar a captação de alunos, tornando esse processo muito menos doloroso.

Ao invés de fazer publicidade sobre a escola em qualquer lugar, essas instituições mapeiam bairros com crianças em idade escolar compatível com o ciclo que ela atende e renda familiar adequada ao valor da mensalidade. Debruçar-se sobre os dados de migração de alunos (com atenção especial às séries com evasão e escolas concorrentes) também é essencial para usar dados para mitigar a saída de alunos da sua instituição.

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Hoje existem plataformas que utilizam dados público do Censo Escolas e Censo populacional que sistematizam e fornecem essas informações, por exemplo, o GeoEscola. Esse tipo de ferramenta é essencial para gestores e mantenedores que queiram iniciar uma gestão baseada em evidências.

Conclusão

Como disse o físico William Thomson, “Aquilo que não se pode medir, não se pode melhorar”. Sua mensagem é clara: quando não conseguimos medir um fenômeno (que pode ser o desempenho dos alunos, a eficiência de uma campanha de marketing ou os benefícios da adoção de certa metodologia na escola, por exemplo), não é possível “melhorar” nada. Se o balizador dessa melhora é apenas o nosso “achismo”, é sempre mais difícil (e duvidoso) avaliar a qualidade das nossas decisões. Por isso, cada vez mais escolas têm utilizado indicadores e dados para embasar sua tomada de decisões.

Amanda Bozza faz parte de equipe de marketing da Tuneduc.