Tudo o que você precisa saber sobre reforço escolar

Desenvolver planos de ensino, planejar aulas, ensinar para diversas turmas, manter-se atualizado, elaborar e corrigir provas e trabalhos: com tantas atribuições, será que sobra algum tempo para que o professor dê conta de tudo isso e ainda consiga ajudar com as dificuldades de cada aluno? Dificilmente, não é mesmo? É nesse momento que o reforço escolar surge como uma solução!

O reforço escolar é muito indicado para dar ao estudante o apoio do qual ele precisa para superar as suas limitações e, assim, apresentar um melhor desempenho escolar. Esse desempenho reverbera também no futuro: em concursos, vestibulares ou mesmo na sua vida acadêmica. Afinal, identificadas as dificuldades e desenvolvidas estratégias personalizadas, os benefícios serão colhidos tanto a curto, quanto a médio e longo prazo.

Quer conhecer melhor os benefícios de recomendar o reforço escolar para os estudantes da sua escola? Confira a seguir!

O que é o reforço escolar?

Muitas vezes visto como um mero complemento, o reforço é mais do que isso: é uma etapa fundamental no aprendizado do estudante. Todavia, principalmente para aqueles que não conseguem acompanhar o ritmo de uma turma na apropriação dos conteúdos e apresentam desempenho inferior ao de seus colegas.

Quando isso acontece, por mais eficiente que seja a didática de um professor ou seu empenho em sala de aula para que todos aprendam da mesma forma, é somente com atenção individual e planos de estudo específicos que esse aluno será capaz de se equiparar à turma. Para isso, o reforço pode ser providenciado pelos pais, ao contratarem professores particulares; ou pelas escolas, que também podem providenciar aulas extras voltadas para grupos menores.

Qual é a sua importância?

O reforço escolar é capaz de dar ao aluno um ensino mais direcionado e condizente com suas habilidades e, principalmente, com as dificuldades que ele apresenta. Assim, por meio dele, têm-se condições favoráveis para agregar ainda mais conhecimento, visto que se diferenciam muito de uma sala de aula normal.

Por exemplo, um ambiente com vários alunos e, possivelmente, rodeado por acontecimentos (conversas durante a aula e interrupções) podem servir como elementos facilitadores para a distração. Essas situações são, então, contornadas pelo reforço.

Quais são os benefícios?

Ao lidar com uma turma e a tarefa de ensinar muitos estudantes ao mesmo tempo, é praticamente impossível para um professor individualizar suas lições, ou seja, trabalhar com um aluno de cada vez. Consequentemente, as múltiplas personalidades — suas forças e fraquezas — são desconsideradas no processo.

Por exemplo, há alunos com dificuldade de organização. Nesses casos, o reforço auxilia a partir do momento em que o professor é capaz de elencar as necessidades do aluno e montar um cronograma de estudos a ser desenvolvido em conjunto.

Além disso, ainda que os professores insistam no fato de que toda dúvida deve ser tirada, há os alunos mais introspectivos que podem se silenciar por vergonha e esconder que não entenderam algo e que precisam de ajuda. Mais uma vez, no reforço, o estudante pode ser beneficiado em meio a um contexto que o faz se sentir mais à vontade.

Deve-se considerar, ainda, o fato de que há pessoas que tiram melhor proveito de leituras e conteúdos visuais, enquanto outras aprendem mais facilmente em contato com conteúdos transmitidos oralmente. Assim como há as que se identificam mais com cálculos e lógica, e outras com ciências ou história. Logo, mapear essas aptidões e desenvolver estratégias conectadas a elas — além de planos de estudo sob medida — torna-se uma tarefa mais fácil por meio do reforço.

Como identificar a necessidade?

Além da queda no desempenho medido pelas notas em exames, os professores também devem ficar atentos ao comportamento dos estudantes em sala de aula e fora dela. Veja alguns indícios que podem ajudar a identificar a necessidade de reforço:

  • perda de interesse pelas aulas;
  • desorganização e não cumprimento de prazos e tarefas;
  • esquecimento frequente de materiais;
  • necessidade de chamar a atenção;
  • falta de confiança e baixa autoestima.

Vale destacar, também, que nem sempre o motivo pela piora do desempenho escolar se deve à dificuldade de absorver o conteúdo. Afinal, aqueles que possuem aptidões acima da média podem se frustrar da mesma forma diante de aulas que não os desafiem, por exemplo, perdendo o interesse.

Como deve ser feito o planejamento do reforço?

Como cada aluno possui suas especificidades, já é de se imaginar a necessidade de fazer um planejamento de aula, concorda? Por isso, é fundamental que o professor faça um adequado para cada individualidade.

Para isso, confira um passo a passo sobre como planejar bem uma aula!

Conheça bem o aluno

O primeiro passo para montar uma boa aula de reforço escolar é conhecer o máximo possível sobre o aluno. É possível, num primeiro momento, fazer uma avaliação diagnóstica e entender o comportamento do estudante, preferências quanto às áreas de conhecimento, as dificuldades que julga ter etc.

Comece a primeira aula, por exemplo, fazendo algumas perguntas para ele. Busque entender questões como quais são as notas na escola, no que sente mais dificuldade, como costuma estudar, quais matérias mais gosta e, até mesmo, quais hobbies ele tem.

Considere, também, aplicar alguns exercícios simples e outros mais difíceis para observar como o aluno se comporta diante de um problema e qual é a velocidade de resolução.

Monte um plano de aulas

A partir das respostas do aluno e das suas observações, monte um plano de aulas considerando diversos fatores que possam influenciar na sua eficácia. Uma boa ideia é, após uma análise do caderno e das atividades de sala de aula, montar um cronograma de conteúdos.

Lembra dos hobbies? Pois, aqui, é possível usar essa informação a seu favor. Se o estudante demonstra gostar de música, por exemplo, é possível que construam, juntos, paródias que o auxiliem a memorizar o conteúdo. Já se ele adorar jogos de videogame, por que não “gamificar” os conteúdos, com quizzes? Use a criatividade!

Tenha um bom banco de questões

Não são raros os casos em que os alunos demonstram entender o conteúdo, mas não sabem aplicá-lo na resolução de questões. Por isso, é importante ter um bom banco de questões, com níveis variados de dificuldade, sendo possível observar as necessidades e habilidades do aluno.

Para isso, conte com plataformas de educação especializadas na área e que disponibilizam listas de questões prontas, o que pode facilitar muito seu trabalho.

Como a tecnologia pode ajudar?

A tecnologia é um componente motivacional para fazer o estudante recuperar o interesse pelos estudos e trabalhar de forma engajada nas suas dificuldades. Plataformas como o QMágico permitem que os professores elaborem atividades para uma interação mais prazerosa, com conteúdos e exercícios personalizados para o estudante trabalhar tanto na sala de aula quanto em casa.

Além disso, ferramentas como os Cadernos Digitais Inteligentes — que possuem recursos como aplicação de exercícios com correção automática e acompanhamento da evolução dos estudantes — permitem um controle mais eficiente do desempenho dos alunos.

Contrariamente ao estigma que carrega, o reforço escolar possui muitos benefícios, devendo ser considerado por qualquer pai, professor ou pedagogo, pois ele pode melhorar o processo de ensino-aprendizagem de um aluno.

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