A vida em rede: sociedade conectada

Não é novidade que a internet modificou as relações sociais. Mudamos a nossa noção de poder e hierarquia, de público e privado e de produção e consumo. Já é possível comprar sem sair de casa, reivindicar por direitos sem sair do sofá, colaborar com pesquisas mundiais pela tela do computador, pois é, o quadrado é mágico mesmo, por meio da tela é possível estar em muitos lugares e se conectar a várias pessoas. Podemos dormir, mas continuamos acordados virtualmente, recebemos mensagens, conteúdos, ou seja, somos seres digitais e conectados.

Portanto, a tecnologia não é uma mera ferramenta ela muda toda uma concepção humana. Além de conectar as pessoas ela passou a conectar as coisas, tornou possível a comunicação simultânea, interativa e distributiva, isto é, a tecnologia conectando tudo o que existe. As geladeiras que já são capazes de pedir a comida que falta para o mercado virtual e rapidamente o produto é entregue em casa.

A centralização do poder e das informações não são mais uma realidade, vivemos na era da distribuição. Hoje não somos mais meros consumidores e receptores de informação, somos colaboradores. Antigamente pregava-se na escola uma detenção da informação , mas sim para distribuí-la. As redes conectam as diversas inteligências e deixamos de ter uma comunicação frontal, linear, todos são capazes de transmitir conhecimento, desta maneira as ideias se contrariam e mudam toda uma maneira de pensar.

Vivemos a era da Hiperconexão, o que para Edgar Morin significa muitas redes conectadas. Vale lembrar, que o Facebook já é o maior estado brasileiro sem território, lá pessoas interagem em diversas redes formando uma grande rede. O FB produz pra gente e nós produzimos para o FB, cada postagem na rede social gera uma série de interações que gera uma série de dados, esses dados são importantes para identificar comportamentos humanos, gostos, compreender como o ser humano se comporta na web, o que ele mais gosta e o que menos gosta.

Na educação ainda não estamos hiperconectados, produzimos coisas muito boas, mas normalmente sozinhos, ou no máximo com um colega de trabalho. Já existem algumas propostas de conectar professores, nos EUA, o TeachersPayTeachers, um espaço online de marketplace, onde professores compram e vendem materiais educacionais, colaboram uns com os outros, tanto consumindo quanto produzindo. Acreditamos que é muito importante construirmos modelos inteligentes de pessoas conectadas.

E pra você o que mudou com a inserção da tecnologia na sala de aula? Acredita em ambientes colaborativos na educação? Por que você acha que no Brasil ainda não temos modelos de rede de professores de sucesso?