7 dicas para inovar na sala de aula

O padrão de ensino tradicional já não funciona bem. Vivemos em um período de transição, em que muitos professores sentem dificuldade em atender às necessidades da nova geração de alunos e inovar em sala de aula. De forma mais clara, estamos mudando de um modelo centralizador para um modelo colaborativo de ensino.

Os erros passam a ser um caminho para o acerto, e não o determinante entre o sucesso e o fracasso. A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização. Valorizaremos habilidades novas nos estudantes, como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança, a ética, entre outras, que são mundialmente conhecidas como competências do século 21.

O QMágico sabe muito bem de tudo isso. Lutamos para facilitar o trabalho do professor nessa transição. O computador, com um bom sistema educacional, é uma ótima ferramenta para transformar a sala de aula em um verdadeiro território da aprendizagem.

Porém, existem outros meios de inovar e que podem ser feitos sem o uso do computador. Usando a gamificação, podemos implementar essas grandes mudanças na educação que tanto queremos ao mesmo tempo que motivamos os alunos.

Gamificação é um termo que começou a ganhar popularidade em 2010, mas que já era utilizado de diversas formas há muitos anos. Trata-se da utilização de elementos e técnicas de jogos em contextos que não são jogos, com o propósito de aumentar a motivação das pessoas envolvidas e resolver os problemas dessa realidade. Não confunda jogos educacionais com gamificação. Introdução feita, vamos ao que interessa.

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Abaixo, seguem 7 dicas para inovar na sala de aula

 

Primeira dica: transforme as notas em conquistas

Notas são escalas que não dizem, por si só, se um aluno é ou não proficiente no assunto. Pode-se argumentar que uma média 7 delimita a aprovação e a caracterização da proficiência. Entretanto, isso abre portas à interpretação de que a nota 6,5 é uma “quase proficiência”. Não queremos que os nossos alunos busquem uma nota, queremos que eles busquem a proficiência em si.

O alcance dessa proficiência pode ser representado por uma medalha, carimbo ou estrela. O professor determina as conquistas a serem alcançadas e fornece instruções sobre como atingi-las, o que pode chamar de missões. Cada conquista deve ser atingível com atividades curtas. Por exemplo, fazer uma lista de exercícios sobre Tiradentes na aula de história pode ser a missão que tem como recompensa a medalha “Inconfidência Mineira”.

Dessa forma, para conquistar a medalha “Movimentos Emancipacionistas”, o aluno deve conquistar um conjunto de medalhas, como a já falada medalha “Inconfidência Mineira”, a medalha “Revolução Pernambucana”, entre outras. O professor é o juiz que entrega essas medalhas, mas pode até delegar a responsabilidade a alunos que conquistarem o direito. As conquistas, na verdade, devem coexistir com as notas tradicionais, mas são apresentadas no lugar das notas como uma forma mais motivadora de estudar.

Segunda dica: abra espaço para colaboração

O momento de realização de uma prova é de pura concentração. É comum observar os estudantes comentando e compartilhando as respostas ao final da prova. Lamentamos cada erro cometido e desejamos voltar no tempo para corrigir — já que também fomos alunos um dia. Acontece que aprender com os erros é uma excelente prática. Não desperdice essa chance, professor.

Faça o seguinte: cada estudante assina sua prova com um código que só ele e o professor conhecem. Realizada a avaliação, o professor corrige, mas marca nas provas apenas o número de erros e de acertos. Em outro momento, devolve as provas aos seus alunos, mas não para o dono, aleatoriamente. Nessa hora, cada um tem a chance de aumentar a nota de determinado colega, identificando e corrigindo os erros.

As regras sobre o peso da correção, a forma de correção, são estipuladas pelo professor. Uma terceira chance da mesma atividade pode ser realizada, caso o professor assim desejar. Imagine só a alegria dos alunos em conseguir alcançar notas melhores ao mesmo tempo em que aprendem mais sobre o assunto estudado!

Terceira dica: valorize competências e conhecimento no lugar de informação

Estudantes precisam muito mais de conhecimento do que de informação. A informação está disponível gratuitamente para qualquer pessoa com acesso à internet. Assim, evitem passar para os alunos trabalhos que podem ser feitos com uma simples busca no Google. Para isso, tente envolver alguma das competências do século 21. A lista completa de habilidades pode ser encontrada aqui.

Em uma aula de geometria, por exemplo, o professor pode pedir aos alunos que construam em grupo alguma peça em madeira, utilizando os conceitos aprendidos em classe. Outra possibilidade é que na aula de história, os alunos se organizem em grupos e desafiem os colegas com perguntas sobre o assunto estudado.

Uma simples tarefa de pesquisa tem muito mais valor quando o tamanho dos textos a serem entregues é limitado, obrigando o estudante a ler e entender sobre o assunto, para então conseguir resumi-lo.

Quarta dica: introduza o elemento surpresa na aula

É certo pensar que as regras para aprovação em uma sala de aula devem ser claras e iguais a todos. Porém, o professor, como educador, pode modelar o sistema com o objetivo de melhorar a motivação e o aprendizado dos seus alunos, desde que não prejudique ninguém. Isso pode ser feito com a inclusão de elementos surpresa.

O sentimento de que, a qualquer momento, dependendo da sorte, podemos ser recompensados de alguma forma, faz qualquer ser humano ficar mais atento no seu ambiente. Esse elemento surpresa combinado à sorte pode parecer completamente aleatório para o estudante, mas não precisa ser tão aleatório na perspectiva do professor. Ninguém precisa saber que o educador deu uma “mãozinha” ao aluno que precisa de mais motivação, não é verdade? Use a criatividade!

Separamos duas sugestões para você:

  • Chocolate surpresa: fim de aula, o professor sorteia um aluno. Esse aluno ganha um papel com uma pergunta escrita. Caso responda essa pergunta na hora, ele ganhará dois chocolates. Se levar pra casa e devolver respondida, ganha apenas um chocolate.
  • Convidado especial: o educador leva um convidado especial para ajudar na aula. Pode ser um engenheiro civil falando sobre como a matemática é utilizada no seu trabalho diário. Ou levando um cachorro de estimação para ilustrar a aula de biologia dos mamíferos.

Quinta dica: leve o aprendizado para fora da sala de aula

A expressão “a vida é uma escola” deve ser levada a sério quando se trata de inovar na sala de aula. Para além da metáfora, sair dos muros da instituição de ensino é um exercício enriquecedor, já que muitas situações do cotidiano oferecem amplo aprendizado.

Leve os alunos para conhecer o dia a dia de profissões diversas. Uma aula de biologia sobre fungos pode ser dada em uma padaria, conhecendo de perto o processo de levedura de pães e bolos, ou em uma fazenda veterinária, por meio de uma excursão, para aprender diretamente sobre mamíferos. Os alunos podem, inclusive, participar de atividades específicas nos locais escolhidos.

Museus interativos estão em alta e estudar história neles torna o aprendizado mais dinâmico e eficaz. Se os museus locais não são tão interessantes, por que não levar os alunos para o teatro? Uma peça pode ensinar muito sobre história e literatura ao mesmo tempo. Da mesma forma, ir ao campo pode oferecer descobertas na área de geografia e biologia. Leve o aprendizado para fora da sala de aula e aproveite para abusar da interdisciplinaridade.

Sexta dica: construa dinâmicas de simulação

Mostrar no dia a dia as possibilidades de aprendizado fortalece o conhecimento, como visto na dica anterior. E isso pode ser acompanhado e complementado por dinâmicas de simulação de determinadas atividades práticas. Esse exercício é aplicável tanto em atividades fora da escola quanto em sala de aula.

Estabeleça atividades nas quais os estudantes possam desempenhar um papel, seja como engenheiros projetistas de foguetes em uma aula de física, farmacêuticos em uma aula de química ou até mesmo soldados romanos formando uma falange em uma aula de história. Possibilidades para inovar na sala de aula é que não faltam. E, mais uma vez, se puderem mesclar distintas disciplinas, mais enriquecedor torna-se o aprendizado!

Sétima dica: utilize a tecnologia no aprendizado

Celulares, tablets, laptops, redes sociais, sites de buscas, plataformas diversas em 3D, vídeo games, entre outras ferramentas fazem parte do atual cotidiano das crianças e adolescentes. Ao invés de evitarmos o uso dessas tecnologias no âmbito escolar, devemos aproveitar toda a potencialidade que elas nos apresentam para utilizarmos ao máximo as possibilidades de aprendizado.

Jogos online que desenvolvam a capacidade lógico-matemática ou RPGs que estimulem os alunos a desenvolverem tarefas e encontrarem soluções a partir de desafios são boas alternativas para o ensino, podendo também ser dados como lições de casa. Combinados com os “títulos” e “medalhas” mostrados na primeira dica, as lições vão ser muito mais interessantes.

As redes sociais também podem ser grandes aliadas na inovação do ensino. Com uma grande parcela da população conectada por meio delas, podemos criar grupos de estudo, projetos audiovisuais, disponibilizar conteúdos extras e interativos, programar eventos e montar chats em que os alunos podem se ajudar e tirar dúvidas.

Facebook, Instagram, Twitter, entre outras redes, fornecem ótimas ferramentas para estudantes e professores explorarem ideias criativas ao máximo. Que tal investir nelas?

Obviamente, não há respostas fáceis ou simples para os desafios que a educação enfrenta. A única certeza, porém, é que precisamos enfrentá-los de mente aberta, sempre prontos a tentar algo novo e aprender rapidamente. Separamos essas dicas para te ajudar nesse sentido.

Você tem mais ideias sobre como inovar na sala de aula? Mande para nós. Adoramos novas ideias!

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